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Pesquisa de preço na moto ou monitoramento diário: o que muda
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Guia prático
Margem de posto não é a diferença entre o preço da bomba e o valor que aparece no pedido da distribuidora. Entre um e outro existem frete, tributos, o produto que ainda estava no tanque e o volume que cada bomba realmente vendeu.
A margem por litro mostra quanto sobra entre o preço de venda e o custo efetivo de cada combustível. Com uma conta separada por produto, volume e forma de pagamento, o posto deixa de decidir preço apenas pela sensação da pista.
A margem bruta por litro é a diferença entre o preço exibido na bomba e o custo de aquisição daquele combustível. Ela serve para acompanhar se o preço atual cobre a compra do produto e para comparar o resultado entre gasolina, etanol e diesel.
A fórmula básica é:
Para aprofundar: pesquisa de preço na moto ou monitoramento diário.
``text Margem bruta por litro = preço de venda por litro - custo por litro ``
Exemplo hipotético: se a gasolina comum é vendida a R$ 5,99 e o custo por litro apurado é R$ 5,42, a margem bruta é de R$ 0,57 por litro, ou 57 centavos.
Essa não é ainda a margem final do posto. Dela ainda saem custos como taxa de cartão, perdas operacionais, despesas de pessoal, aluguel, energia, manutenção, tributos sobre a operação e despesas administrativas. Mesmo assim, é a primeira conta que o gerente precisa fechar diariamente.
Quem busca como calcular margem de posto de combustível precisa evitar uma confusão comum: margem bruta não é lucro líquido. A margem bruta ajuda a decidir se o preço praticado faz sentido antes de considerar toda a estrutura do negócio.
O custo por litro nota fiscal distribuidora deve ser montado a partir da última carga recebida ou do custo médio do estoque. A nota fiscal é o ponto de partida, mas a equipe precisa conferir quais valores já estão embutidos no preço do produto para não somar o mesmo item duas vezes.
Em geral, a composição deve separar:
A conta é:
``text Custo por litro = custo total da carga ÷ litros recebidos ``
Se a carga teve custo total de R$ 54.200 e entregou 10.000 litros, o custo é de R$ 5,42 por litro.
Na prática, ICMS e PIS/Cofins têm tratamento que pode variar conforme produto, estado, regime tributário e forma de apresentação na documentação fiscal. Por isso, a regra operacional é simples: use os valores efetivamente registrados na nota e na apuração fiscal do posto, com validação do contador quando houver dúvida.
Não é correto pegar uma alíquota genérica da internet e aplicá-la à carga. Também não é correto somar imposto destacado a um valor de produto que já o inclua. Antes de alimentar a planilha, defina com a contabilidade qual campo representa o custo final de aquisição por litro.
Gasolina comum, gasolina aditivada, etanol, diesel S10 e diesel S500 não devem entrar em uma média única. Cada produto tem preço de compra, giro, volume em tanque, preço de venda e comportamento competitivo próprios.
Uma média pode esconder um problema importante. O diesel S10 pode ter margem apertada e alto volume, enquanto a gasolina aditivada tem margem maior e menor saída. Ao juntar tudo, o resultado parece aceitável, mas o posto pode estar vendendo um produto relevante abaixo do custo adequado.
Uma planilha de margem de posto deve ter ao menos uma linha por produto e por data. A estrutura mínima é esta:
| Produto | Litros em estoque | Custo por litro | Preço de venda | Margem bruta por litro | Volume vendido |
|---|---|---|---|---|---|
| Gasolina comum | |||||
| Gasolina aditivada | |||||
| Etanol | |||||
| Diesel S10 | |||||
| Diesel S500 |
A gasolina aditivada merece atenção adicional. Se o posto usa aditivo no tanque ou em processo separado, o custo desse insumo deve entrar na conta por litro. Caso contrário, a margem calculada fica artificialmente maior.
Também vale registrar perdas identificadas em descarga, medição ou operação. Não é preciso criar uma conta complexa no primeiro dia, mas ignorar perdas recorrentes distorce a análise de margem.
Quando uma carga nova chega, o tanque quase nunca está vazio. Isso significa que parte do combustível foi comprada antes, por outro custo. Usar somente o valor da última carga pode ser útil para projetar a próxima decisão de preço, mas não mostra sozinho o custo do produto que está saindo pela bomba naquele momento.
O custo médio ponderado ajuda a representar o estoque misturado no tanque:
``text Custo médio = (valor do estoque anterior + valor da nova carga) ÷ litros totais no tanque ``
Imagine 4.000 litros no tanque com custo de R$ 5,20 por litro. Entram mais 6.000 litros a R$ 5,42. O custo médio dos 10.000 litros passa a ser:
Uma forma de manter essa conta viva todo dia é o painel de custo e margem por litro da Placarua.
``text (4.000 × 5,20 + 6.000 × 5,42) ÷ 10.000 = R$ 5,332 por litro ``
Para a gestão diária, mantenha os dois números visíveis:
| Indicador | Para que serve |
|---|---|
| Custo da última carga | Avaliar a pressão de custo para os próximos preços |
| Custo médio do tanque | Medir a margem mais próxima da venda atual |
| Preço de venda atual | Calcular a margem por litro praticada |
| Estoque em litros | Saber por quanto tempo o custo antigo ainda influencia |
O erro mais comum é baixar ou subir o preço logo após a descarga sem olhar o estoque anterior. A correção é atualizar o volume remanescente antes de lançar a carga e recalcular o custo médio por produto.
A margem bruta por litro não considera o custo de receber. Um litro pago no Pix pode deixar uma margem diferente do mesmo litro pago no crédito, porque as taxas e os prazos financeiros não são iguais.
A conta por modalidade é:
``text Margem após pagamento por litro = preço de venda - custo por litro - custo do meio de pagamento por litro ``
Para encontrar o custo do meio de pagamento por litro, aplique a taxa sobre o valor vendido. Se o litro custa R$ 5,99 e a taxa do crédito contratada pelo posto for conhecida, calcule essa taxa sobre R$ 5,99 e desconte o resultado.
Não use uma taxa única se o posto tem condições diferentes para débito, crédito à vista, crédito parcelado, voucher e outros meios. Pix também pode ter custo operacional ou bancário conforme o contrato, embora a lógica de cálculo seja a mesma.
O procedimento diário pode seguir esta ordem:
Uma diferença pequena por litro ganha peso quando multiplicada pelo volume vendido. O encerrante das bombas é a referência operacional para essa conta, desde que a leitura seja conferida com vendas, estoque e eventuais ajustes registrados.
Leitura complementar: regras do painel de preços do posto.
A fórmula é:
``text Margem bruta no período = margem bruta por litro × litros vendidos ``
Se a margem bruta foi de R$ 0,57 e foram vendidos 18.000 litros no mês, o resultado bruto daquele produto é R$ 10.260. Depois, separe quanto foi consumido por taxas de pagamento e demais custos do negócio.
Para não perder tempo, a rotina pode ser curta. O lançamento da nota e da descarga deve ocorrer no dia do recebimento. Já a conferência de preço, custo médio, margem e volume vendido pode entrar no fechamento diário do gerente.
Erros de planilha geralmente vêm de quatro pontos: volume informado diferente da descarga real, custo lançado com imposto duplicado, estoque anterior ignorado e preço de bomba desatualizado. Corrija o dado na origem, registre a data da alteração e não tente compensar o problema com uma média genérica.
Calcular a margem por litro exige separar cada combustível, apurar o custo da carga, considerar o estoque que já estava no tanque e descontar o custo de recebimento. Com essa rotina, a decisão de preço passa a ter uma conta verificável, em centavos por litro e em reais no encerrante.
O Placarua organiza o preço da praça, o custo real da última carga e a sugestão de preço com efeito estimado no lucro do dia. Para entender como essa rotina pode funcionar na operação do seu posto ou rede, peça uma demonstração.
Este conteúdo é assinado por Jimenez Julien, editor do Placarua.
A fórmula acima cabe numa planilha, mas ela precisa ser refeita a cada carga nova e a cada mudança de preço da rua. A Placarua importa a nota da distribuidora e mantém a margem por litro atualizada em todos os produtos.
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